segunda-feira, 17 de outubro de 2011

A RESPONSABILIDADE DO MASSOTERAPEUTA


A massagem, terapia praticada há milênios, teve suas raízes deturpadas pelo marketing da ganância, que a confundiu com práticas que acabaram por degradar o profissional massoterapeuta.
Confundida por décadas com a prostituição e o charlatanismo, a massagem sobreviveu e vem despontando como um auxiliar ao trabalho dos profissionais da saúde.
Atletas profissionais, atletas de fim de semana, trabalhadores estressados, enfim pessoas de todas as idades e classes sociais sentem no corpo a marca dos desafios diários por superação ou cumprimento de metas.
As conseqüências da pressão dos desafios são sentidas diretamente na musculatura, e é neste momento que o bom profissional faz a diferença.

O massoterapeuta não cura doenças.
O papel do massoterapeuta é de um importantíssimo coadjuvante no alívio das dores e dos desconfortos físicos, mas jamais o de um profissional que vá tratar de doenças musculares prescrevendo remédios ou dando orientações médicas de qualquer ordem.
A prática da ética durante uma sessão de massagem não se resume apenas a evitar a invasão de privacidade ou na desnecessária exposição das partes íntimas do cliente.
A ética é um conjunto de valores que vai muito além, e que nos obriga a respeitar também as leis que regem a prática médica como um todo, tanto quanto respeitar o corpo do outro, no sentido de que o medicamento da moda, vital para alguns, pode ser fatal para outros.
Lidamos com pessoas e, diferentes que somos uns dos outros, desde a personalidade até as digitais, temos em nosso organismo algumas particularidades que somente um médico poderá avaliar.

Nestes tempos em que a comunicação avança com uma inimaginável velocidade, exigindo mais e mais do ser humano, tempos em que o corpo não consegue acompanhar a velocidade da mente e pede socorro a todo instante, a massagem é indicada como um importante auxiliar em tratamentos médicos ou simplesmente como um “pit stop” necessário para o relaxamento do corpo.
Com a proliferação de cursos de técnicas de massagem e a conseqüente multiplicação de profissionais da massoterapia, em breve chegará o momento em que o mercado começará a separar o joio do trigo.

Sobreviverão os bons profissionais, aqueles que, atentos às mudanças do mundo e conscientes da evolução da relação cliente x prestador de serviços, procurou o conhecimento como grande alicerce de seu trabalho. O cliente é aquele que pode ser um grande conhecedor do corpo humano.
Ou pode ser um curioso, que através da internet adquiriu um certo conhecimento que lhe dará algumas certezas.
E o massoterapeuta reconhecido pelo mercado será aquele que sabe em qual músculo está sendo feita a manobra, que sabe quais conseqüências tem uma manobra feita às cegas e que consegue dar ao seu cliente a segurança e a certeza de que ele sairá da maca melhor do que quando chegou.
Sobreviverá com louvor aquele que tem plena consciência de que é preciso buscar eternamente o conhecimento através de cursos e de leituras, mas principalmente, será reconhecido aquele que, como todo profissional, sabe que deve limitar-se àquilo que conhece com profundidade.
Não somos curandeiros, nem magos e nem deuses.
Somos profissionais do bem estar.
E isto por si só, já é digno o bastante para que dediquemos parte de nosso tempo na busca do conhecimento.
Porque é sempre ele, o conhecimento, que nos permite dar um passo à frente para nos tornar melhores do que somos hoje.

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