terça-feira, 13 de julho de 2010

TRATAMENTO DA DOR

Inibição dos pontos gatilhos
Trigger Points – Os gatilhos da dor


Musculatura, fadiga e lesões

Nosso organismo é formado por mais ou menos 60% de massa muscular.

Junto com os ligamentos são responsáveis por manter estruturas ósseas em funcionamento harmônico. Eles são responsáveis por praticamente todos os movimentos do corpo.

Portanto, por serem exigidos o tempo todo, encontram-se sujeitos a desgastes, fadigas e lesões.

Executam movimentos voluntários e involuntários. Alguns músculos do corpo encontram-se em constante contração (mínima contração, na realidade) para que possam responder de imediato quando solicitados, como é o caso de alguns músculos da mastigação.

Quando nos movemos também estamos realizando uma contração voluntária. Quando o músculo contrai involuntariamente é porque ele entrou em estado de espasmo.

Outra condição de contração involuntária são os pontos de gatilho, conhecidos na língua inglesa como: “trigger points”, que são nódulos contraídos, em bandas musculares tensas, de 2 a 5 mm de diâmetro, que podem ser encontrados nos músculos e fáscias.



Trigger points - Pontos de gatilho da dor

Os pontos de gatilho podem estar latentes ou ativos.

Quando estão latentes, não provocam dor espontânea, apenas quando manipulados.

Quando ativos, provocam um padrão de dor referida quando fazemos uma digitopressão, ou seja, quando pressionamos o ponto gatilho com o dedo, o indivíduo sente dor em outro local (dor referida). Já foram mapeadas as zonas de dor referida dos pontos de gatilho.



Trigger points cervicais

Quando presente na musculatura cervical promove quadros de dor semelhantes às dores de cabeça ou até mesmo simular dor na articulação temporomandibular.

Ë importante estar atento a este padrão de dor para não confundir com dor neuropática. Se estiver em uma área onde esteja comprimindo um plexo nervoso, como o plexo braquial, pode provocar dor nas costas, ombros, braços e mãos.

“O padrão de dor referida é que o distingue de outras dores musculares”.

Existe uma condição dolorosa que assemelha-se a ele que são os pontos sensíveis.

Qual a diferença?

A diferença é que os pontos sensíveis não provocam dor referida. Pelo contrário. Quando se executa a digitopressão em um ponto sensível, o indivíduo responde com um sinal típico de pulo e afastamento da pressão conhecida na língua inglesa como “jump sign”.

Fisiopatologia (o que causa o) trigger point

A principal etiologia são microtraumas repetitivos. Duas teorias foram propostas para determinar a etiologia do TRIGGER POINT.

Uma fala sobre o aumento do cálcio que promoveria e perpetuaria contrações voluntárias. A outra fala sobre a ação das catecolaminas.

O grande problema do ponto de gatilho é que, além de restringir o movimento ele promove uma diminuição da circulação sanguínea local, consequentemente menos aporte de oxigênio chega ao local, mais ácido láctico é produzido, consequentemente ocorre uma retroalimentação da contração e inflamação local e consequentemente restrição de movimento.

Como tratar?



Palpação de trigger point

Uma pergunta frequente que me fazem é: já que ocorre uma contração muscular intensa, então porque os medicamentos relaxantes musculares não resolvem o problema?

Uma boa resposta é que a medicação deveria ser forte o suficiente para parar todas as contrações involuntárias dos músculos. Consequentemente o coração não suportaria.

Então executa-se pressão digital no trigger point (em média 4kg) para descomprimir a musculatura e interromper o ciclo de dor.

Essa pressão varia de paciente para paciente, e a duração da pressão também varia até que o paciente não sinta mais a dor. Em torno de 15 segundos a 3 minutos por ponto.

NESSA TÉCNICA SÃO TRABALHADAS AS PARTES COM QUEIXA DE DOR, O PACIENTE SENTIRA UM DESCONFORTO COM A PRESSÃO, MAS CONTUDO A TÉCNICA TEM TIDO ÓTIMOS RESULTADOS PARA O ALÍVIO DAS DORES.

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