segunda-feira, 19 de julho de 2010

Técnica de respiração para diminuir a ansiedade.

Há uma técnica clássica de respiração utilizada para o gerenciamento da ansiedade.
É o que vamos chamar de respiração quadrada.
Quadrada porque é feita em 4 etapas e todas com a mesma duração.

É como um quadrado, uma forma com quatro lados iguais. Neste caso, é uma respiração feita em quatro etapas, com duração semelhante.

As quatro etapas são: inspiração, pausa cheio, expiração e pausa vazio.
Veja como fazer.
Preparação:

Sente-se confortavelmente. Observe a sua respiração, percebendo o ritmo da sua respiração. Coloque a sua atenção no seu corpo, deixando todo o resto de lado. Mantenha a boca fechada durante o exercício deixando a respiração acontecer suavemente pelas narinas.

Agora inicie:

1 Deixe o ar entrar em seu corpo, enquanto você conta lentamente até três: um….dois….três….
2 Segure o ar nos pulmões, contando lentamente até três.
3 Solte lentamente o ar, contando lentamente até três.
4 Após a expiração mantenha-se sem ar, contando lentamente até três.
1 Volte ao passo 1 e continue repetindo este ciclo, sem pressa…
Faça inicialmente estes ciclos por um minuto e veja como você se sente.
Se estiver bem, retome e aumente o tempo de exercício para 3 minutos.
Agora pare o exercício e se observe.
Se você tiver feito o exercício corretamente provavelmente vai estar se sentindo mais relaxado e menos ansioso.

Se estiver sentindo tontura é provável que você exagerou um pouco nas etapas de inspiração e expiração e não deu as pausas necessárias.

É muito importante um equilíbrio entre as quatro etapas. As pausas são tão importantes quanto inspirar ou expirar.

A tontura tende a passar sozinha, mas se você quiser ajudar a diminuir a tontura, retome o exercício com o cuidado de fazer a respiração DEVAGAR, SEM PRESSA, respeitando cada etapa: inspiração, pausa cheio, expiração e pausa vazio.

O exercício deve ser confortável. Se sentir desconforto, pare e deixe para fazer outro dia.

Você pode achar mais confortável contar até 4 em cada etapa, não importa; o importante é manter uma respiração lenta e regular, em quatro etapas. Faça uma contagem mental, você não precisa falar os números. Mantenha a boca fechada e respire pelo nariz.

Se o exercício te ajudar, pode praticá-lo todo dia.

Se quiser, você pode aumentar o tempo do exercício, fazer 5 ou 10 minutos de cada vez.

Sob estado de ansiedade a respiração tende a ficar rápida e superficial e a pessoa frequentemente tem a sensação de não ter ar suficiente. Este exercício corrige esta distorção, ajudando a diminuir o estado de hiperventilação, que causa várias sensações típicas do estado ansioso como tontura e formigamento.

Este exercício é um CALMANTE NATURAL, um típico trabalho de auto-gerenciamento.

Ao trabalhar com a ansiedade precisamos aumentar o sentimento de potência, aprender como podemos influir sobre nosso estado interno.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Acupuntura e Reiki agora têm explicação científica






Pesquisadores avaliam efeitos e mecanismo de terapias alternativas em animais de laboratório



por Bruna Bernacchio
Ricardo Monezi testou o Reiki em ratos com câncer (Ilustração: Matheus Lopes)

Pesquisas recentes comprovam efeitos benéficos e até encontram explicações científicas para acupuntura e reiki. Estudos sobre o assunto, antes restritos às universidades orientais, ganharam espaço entre pesquisadores americanos, europeus e até brasileiros. Recentemente, a Organização Mundial de Saúde (OMS) criou uma denominação especial para esses métodos: são as terapias integrativas.

Um artigo exmecanismo da acupuntura contra a dor foi publicado por pesquisadores da Universidade de Rochester na revista Nature Neuroscience em 30 de maio. Criada há quatro mil anos, a prática consiste na aplicação de agulhas em pontos do corpo. Pela explicação tradicional, ela ativa determinadas correntes energéticas para equilibrar a energia do organismo.





Reprodução/ Shutterstock

Cientificamente, as agulhas teriam efeitos no sistema nervoso central (cérebro e espinha dorsal). As células cerebrais são ativadas e liberam endorfina, um neurotransmissor responsável pela sensação de relaxamento e bem-estar. O estudo dos nova-iorquinos descobriu uma novidade: a terapia, que atinge tecidos mais profundos da pele, teria efeitos no sistema nervoso periférico. As agulhas estimulam também a liberação de outro neurotransmissor, a adenosina, com poder antiinflamatório e analgésico.
No experimento com camundongos com dores nas patas, cientistas aplicavam as agulhas no joelho do animal. Eles constataram que o nível de adenosina na pele da região era 24 vezes maior do que o normal e que houve uma redução do desconforto em dois terços.
A equipe tentou potencializar a eficácia da terapia, colocou um medicamento usado para tratar câncer nas agulhas. A droga aprimorou o tratamento: o nível de adenosina e a duração dos efeitos no organismo dos aniamis praticamente tripliquase triplicou e o tempo de duração dos efeitos no organismo dos ratos também triplicou. Mas este método não poderia ser feito em humanos porque o medicamento ainda não é usado clinicamente. “O próximo passo é testar a droga em pessoas, para aperfeiçoá-la ou para encontrar outras drogas com o mesmo efeito”, diz Maiken Nedergaard, coordenadora do estudo.


Reiki

Seus praticantes acreditam nos efeitos benéficos da energia das mãos do terapeuta colocadas sobre o corpo do paciente contra doenças. Para entender as alterações biológicas do reiki, o psicobiólogo Ricardo Monezi testou o tratamento em camundongos com câncer. “O animal não tem elaboração psicológica, fé, crenças e a empatia pelo tratador. A partir da experimentação com eles, procuramos isolar o efeito placebo”, diz. Para a sua pesquisa na USP, Monezi escolheu o reiki entre todas as práticas de imposição de mãos por tratar-se da única sem conotação religiosa.

No experimento, a equipe de pesquisadores dividiu 60 camundongos com tumores em três grupos. O grupo controle não recebeu nenhum tipo de tratamento; o grupo “controle-luva” recebeu imposição com um par de luvas preso a cabos de madeira; e o grupo “impostação” teve o tratamento tradicional sempre pelas mãos da mesma pessoa.





Imposição de mãos nos grupos "Controle-Luva" e "Impostação", respectivamente (imagens retiradas do mestrado de Monezi)

Depois de sacrificados, os animais foram avaliados quanto a sua resposta imunológica, ou seja, a capacidade do organismo de destruir tumores. Os resultados mostraram que, nos animais do grupo “impostação”, os glóbulos brancos e células imunológicas tinham dobrado sua capacidade de reconhecer e destruir as células cancerígenas.

“Não sabemos ainda distinguir se a energia que o reiki trabalha é magnética, elétrica ou eletromagnética. Os artigos descrevem- na como ‘energia sutil’, de natureza não esclarecida pela física atual”, diz Monezi. Segundo ele, essa energia produz ondas físicas, que liberam alguns hormônios capazes de ativar as células de defesa do corpo. A conclusão do estudo foi que, como não houveram diferenças significativas nos os grupos que não receberam o reiki, as alterações fisiológicas do grupo que passou pelo tratamento não são decorrentes de efeito placebo.
A equipe de Monezi começou agora a analisar os efeitos do reiki em seres humanos. O estudo ainda não está completo, mas o psicobiólogo adianta que o primeiro grupo de 16 pessoas, apresenta resultados positivos. “Os resultados sugerem uma melhoria, por exemplo, na qualidade de vida e diminuição de sintomas de ansiedade e depressão”. O trabalho faz parte de sua tese de doutorado pela Universidade Federal do Estado de São Paulo (Unifesp).
E esses não são os únicos trabalhos desenvolvidos com as terapias complementares no Brasil. A psicobióloga Elisa Harumi, avalia o efeito do reiki em pacientes que passaram por quimioterapia; a doutora em acupuntura Flávia Freire constatou melhora de até 60% em pacientes com apnéia do sono tratados com as agulhas, ambas pela Unifesp.

A quantidade pesquisas recentes sobre o assunto mostra que a ciência está cada vez mais interessada no mecanismo e efeitos das terapias alternativas.

terça-feira, 13 de julho de 2010

TRATAMENTO DA DOR

Inibição dos pontos gatilhos
Trigger Points – Os gatilhos da dor


Musculatura, fadiga e lesões

Nosso organismo é formado por mais ou menos 60% de massa muscular.

Junto com os ligamentos são responsáveis por manter estruturas ósseas em funcionamento harmônico. Eles são responsáveis por praticamente todos os movimentos do corpo.

Portanto, por serem exigidos o tempo todo, encontram-se sujeitos a desgastes, fadigas e lesões.

Executam movimentos voluntários e involuntários. Alguns músculos do corpo encontram-se em constante contração (mínima contração, na realidade) para que possam responder de imediato quando solicitados, como é o caso de alguns músculos da mastigação.

Quando nos movemos também estamos realizando uma contração voluntária. Quando o músculo contrai involuntariamente é porque ele entrou em estado de espasmo.

Outra condição de contração involuntária são os pontos de gatilho, conhecidos na língua inglesa como: “trigger points”, que são nódulos contraídos, em bandas musculares tensas, de 2 a 5 mm de diâmetro, que podem ser encontrados nos músculos e fáscias.



Trigger points - Pontos de gatilho da dor

Os pontos de gatilho podem estar latentes ou ativos.

Quando estão latentes, não provocam dor espontânea, apenas quando manipulados.

Quando ativos, provocam um padrão de dor referida quando fazemos uma digitopressão, ou seja, quando pressionamos o ponto gatilho com o dedo, o indivíduo sente dor em outro local (dor referida). Já foram mapeadas as zonas de dor referida dos pontos de gatilho.



Trigger points cervicais

Quando presente na musculatura cervical promove quadros de dor semelhantes às dores de cabeça ou até mesmo simular dor na articulação temporomandibular.

Ë importante estar atento a este padrão de dor para não confundir com dor neuropática. Se estiver em uma área onde esteja comprimindo um plexo nervoso, como o plexo braquial, pode provocar dor nas costas, ombros, braços e mãos.

“O padrão de dor referida é que o distingue de outras dores musculares”.

Existe uma condição dolorosa que assemelha-se a ele que são os pontos sensíveis.

Qual a diferença?

A diferença é que os pontos sensíveis não provocam dor referida. Pelo contrário. Quando se executa a digitopressão em um ponto sensível, o indivíduo responde com um sinal típico de pulo e afastamento da pressão conhecida na língua inglesa como “jump sign”.

Fisiopatologia (o que causa o) trigger point

A principal etiologia são microtraumas repetitivos. Duas teorias foram propostas para determinar a etiologia do TRIGGER POINT.

Uma fala sobre o aumento do cálcio que promoveria e perpetuaria contrações voluntárias. A outra fala sobre a ação das catecolaminas.

O grande problema do ponto de gatilho é que, além de restringir o movimento ele promove uma diminuição da circulação sanguínea local, consequentemente menos aporte de oxigênio chega ao local, mais ácido láctico é produzido, consequentemente ocorre uma retroalimentação da contração e inflamação local e consequentemente restrição de movimento.

Como tratar?



Palpação de trigger point

Uma pergunta frequente que me fazem é: já que ocorre uma contração muscular intensa, então porque os medicamentos relaxantes musculares não resolvem o problema?

Uma boa resposta é que a medicação deveria ser forte o suficiente para parar todas as contrações involuntárias dos músculos. Consequentemente o coração não suportaria.

Então executa-se pressão digital no trigger point (em média 4kg) para descomprimir a musculatura e interromper o ciclo de dor.

Essa pressão varia de paciente para paciente, e a duração da pressão também varia até que o paciente não sinta mais a dor. Em torno de 15 segundos a 3 minutos por ponto.

NESSA TÉCNICA SÃO TRABALHADAS AS PARTES COM QUEIXA DE DOR, O PACIENTE SENTIRA UM DESCONFORTO COM A PRESSÃO, MAS CONTUDO A TÉCNICA TEM TIDO ÓTIMOS RESULTADOS PARA O ALÍVIO DAS DORES.